Insatisfação de todo dia.

Sinto fortes dores, estou perdido, como sempre.
Talvez quando não estiver perdido estarei morto.
Todo mundo procura, inconsientemente, algum estado e eu procuro a perdição.
Sempre estou procurando algo, de alguma forma nunca estou satisfeito, sempre quero mais, quero mudar.
Se é doce quero um pouco mais salgado, ou um intervalo dos dois.
Durante muito tempo esse foi meu maior "pecado" e assim me julgava e me crucificava como o maior dos pecadores.
Um dia uma sábia amiga, chamada Marina, até comentou:
"Gui, você muda de fase conforme a lua."

O tempo passou e eu aprendi a lidar com essa metaformose, é até fácil.
Uso o método de criar um foco e me programar dentro dessa nova ambição.
São processos que me saciam:
1- Pensar em algo para conquistar.
2- Ter diversar opções.
3- Escolher uma dessas opções.
4- Centralizar um tempo para alcançar.
5- Alcançar
6- Determinar um tempo para conhecer.
7- Conhecer.
6- Ir para próxima fase.

É bem complicado ter esse instinto, sim é um instinto, não me criaram assim, não fui ensinado a ser assim, não foi matéria de colégio; até pelo contrário em casa, meus pais sempre tentaram me proporcionar algo sólido, concreto e eu sempre desisti, eu procuro sempre o incerto, é uma doideira.
Eu adoro me arriscar, adoro sentir medo, ultrapassar barreiras, vencer metas.
Ter uma vida certinha, para mim é uma loucura.
Eu odeio pessoas certinhas.

Mas na verdade por essa estrada de 22 anos, por muitas vezes fui certinho.
Peço desculpas, mas às vezes é impossível sumir da sociedade capitalista em que vivemos e preciso e quero muito dinheiro e tão logo tenho que trabalhar.

Odeio escritório, odeio trabalhar com computador, odeio roupa social, odeio ter que tirar a barba e não usar meu alargador de orelha; tenho pavor em esconder minhas tatuagens; mas já fiz tudo isso.

Dessa vez, há muito tempo atrás, eu foquei um ideal e estou na fase 4 (centralizando um tempo para alcançar), depois que passar desse foco, creio que minha vida poderá ser mais minha essência de verdade.
Mas com certeza logo após uma grande insatisfação virá me perseguir e logo depois outra.

Aprendi a conviver com isso e sou bem feliz e hoje sei que a única causa que irá me afastrar dessa insatisfação crônica é a morte.

Me escreva você tambêm?

Quando escrevo é como se um demônio com raiva fosse exorcizado da minh'alma; é aqui que eu sou realmente eu, debaixo dessas frases que muitas das vezes um sentido ambíguo ou uma vírgula esconde um segredo que eu consigo manifestar o Guilherme.
Escrever é um ato de libertação, é um parto, o nascimento de um filho amado.
Meus hormônios se espalham, minhas mão não param, meu cérebro quase pede socorro e minha essência pede e libera perdão, qualquer tipo de mágoa é jogada fora, todas as dúvidas são sanadas, um suspiro de conforto é liberado, uma gratidão por um texto é ouro. Exercitar minha inteligência escrevendo mesmo quando o branco toma conta é fantástico, descobrir palavras, criar meus próprio status, suportar o peso de qualquer agonia.

Não me preocupo muito se o pretérito está mais que perfeito ou se o futuro é do presente, quase não consigo associar a nova norma culta da língua portuguesa, mas escrevo; pode ser só coerente para meus ouvidos, pode tudo girar em torno da minha cabeça, pode não ser bom, ou não lido por ninguém, mas escrevo.
Escrevo sobre mim, sobre você, sobre vocês, falo sobre os espíritos, sobre crenças, sobre lendas e estações; até crio um novo mundo para contar história.

Se quero fazer sexo, escrevo.
Se quero de novo ser virgem ,escrevo.
Se estou escrevendo e não tem nada mais para fazer continuo escrevendo e escrever é o verbo mais bonito, pode procurar!

No http://guiier.blogspot.com escrevo em forma de poesia, música.

E isso me liberta de toda fagulha, de todo medo ou ansiedade, do stress que vai se acumulando, a saudade, ohhhh ah saudade.

Vamos escrever?
E você? Me escreva você também?

O segredo que me matou.



São três da madrugada, numa deliciosa noite de inverno; Anne deitada na sua cama tem os mais loucos desejos com Albuquerque, ela é capaz de lembrar em um piscar de olhos dos seus dedos grossos, do cheiro da salíva dele; por alguns instantes era como se aquele cabelo liso e macio estivesse alisando seu pescoço, ela podia sentir o toque da língua de Albuquerque nas suas costas, o que lhe dava uma sensação cheia de adrenalina, era como se tivesse se jogando de um alto monte e a queda fosse segura.
Era sempre bom demais e ao mesmo tempo quando acabava toda essa imaginação o medo sempre a dominava, a saudade fazia com que ela deixasse rios de lágrimas cair, toda vez que fosse possível lembrar do seu amado a imagem dele deitado com sangue escorrendo pelos seus olhos, como se fosse santo, e a sensação de não sentir mais o ar que vinha dele era desesperadora; Albuquerque morrerá sobre seus braços e por ela.

Naquele dia ainda era verão e o casal feliz, com suas alianças de noivados, voaram até uma Ilha de nome Fectic, lá conseguiriam aproveitar e relaxar da cidade que moravam, pretendiam esquecer os barulhos de teclados, os grunhidos dos carros, até aquele bip do elevador já tirará Anne do sério.
Eram um casal perfeito, parecia que sairam de um conto de fadas que terminará com "Pra Sempre", porém Albuquerque carregava sobre seu peito um dos seus maiores segredos; segredo que tirou sua vida em troca da sua grande amada Anne.

......

Um pilar sem adorno.




Que saudades que eu tenho daquele cheiro de roupa sempre limpa, do dedo do pé.
Da única maneira que alguém podia me fazer levantar da cama, e daquele abraço.
Abraço meio tímido, meio carente, meio sem pais, um abraço do tipo "me abraça meu amor e me ajuda a crescer, me ajuda a entender, me ajuda a não sofrer".
Esse abraço até então só eu podia dar, e o que eu foi que eu fiz?

Se pudesse voltar no tempo, como queria ressucitar os mortos, boas lembranças minhas era o que eu queria que tivesse.

Você sumiu, trocou de casa, de terra, de nome, de forma.
Você se agrediu tentando me agredir e como eu me culpo.
De uma forma sem explicação eu queria sim, ah como eu queria meu amor, estar do seu lado e te fazer acordar daquela forma "quando durmo com você, acordo bem como nunca tinha acordado".

Como eu queria ser ainda esse pilar e te adornar, te enlouquecer, te saciar.

São pontos, são pintas, é chão e também vida
Não ele não, por favor !

Eu sou o pecado.




Eu aprendi.
Consegui entender como é viver comigo mesmo, descobri meus erros e meus acertos e aceitei meus maiores pecados; elevei o amor para um patamar mais alto.

Entendi que as coisas não são com a sociedade diz, que nem tudo é como a bíblia fala, que até as leis são uma furada.
Como claridão, veio o entendimento do que é Deus, do que é físico e o que é espiritual.
Eu possuo, eu posso, eu quero e também desprezo.

Todos os dias eu me confesso.

Difícil é encontrar alguém dessa vibe, alguém que entenda a escuridão, enxergar no claro é mole.
Entender quando tudo está escuro que é bem complicado.

Passaram pessoas e promessas e eu também vou passar.

Eu sou bonito, eu manipulo, eu deixo ser manipulado, eu sou inteligente.
Resumindo o lado ruim eu peco, peco muito, todos os dias, eu sou o pecado.

Eu adoro somente Deus e tendo entender o Diabo.

Rá, meu peito diz tudo.