O segredo que me matou.



São três da madrugada, numa deliciosa noite de inverno; Anne deitada na sua cama tem os mais loucos desejos com Albuquerque, ela é capaz de lembrar em um piscar de olhos dos seus dedos grossos, do cheiro da salíva dele; por alguns instantes era como se aquele cabelo liso e macio estivesse alisando seu pescoço, ela podia sentir o toque da língua de Albuquerque nas suas costas, o que lhe dava uma sensação cheia de adrenalina, era como se tivesse se jogando de um alto monte e a queda fosse segura.
Era sempre bom demais e ao mesmo tempo quando acabava toda essa imaginação o medo sempre a dominava, a saudade fazia com que ela deixasse rios de lágrimas cair, toda vez que fosse possível lembrar do seu amado a imagem dele deitado com sangue escorrendo pelos seus olhos, como se fosse santo, e a sensação de não sentir mais o ar que vinha dele era desesperadora; Albuquerque morrerá sobre seus braços e por ela.

Naquele dia ainda era verão e o casal feliz, com suas alianças de noivados, voaram até uma Ilha de nome Fectic, lá conseguiriam aproveitar e relaxar da cidade que moravam, pretendiam esquecer os barulhos de teclados, os grunhidos dos carros, até aquele bip do elevador já tirará Anne do sério.
Eram um casal perfeito, parecia que sairam de um conto de fadas que terminará com "Pra Sempre", porém Albuquerque carregava sobre seu peito um dos seus maiores segredos; segredo que tirou sua vida em troca da sua grande amada Anne.

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